Um tribunal da Síria condenou o ex-ditador deposto sírio Bashar al-Assad e seu irmão mais novo à pena de morte nesta terça-feira (11). Eles foram declarados culpados pelos crimes cometidos durante os quase 14 anos de guerra civil no país.

O julgamento aconteceu à revelia, ou seja, sem a presença dos réus. Assad e seu irmão fugiram para a Rússia enquanto insurgentes entravam na capital Damasco, em dezembro de 2024.

Durante 24 anos, Assad esteve à frente do governo sírio, sendo que a metade final de seu mandato foi devastada por uma brutal guerra civil. Ao longo do conflito, sua administração foi responsabilizada por práticas como execuções, detenções sem julgamento e tortura.

O poder do regime foi se deteriorando gradualmente, sobretudo a partir de 2022, quando o apoio russo diminuiu em função do envolvimento de Moscou na guerra da Ucrânia. Já no fim de 2024, uma ofensiva conduzida pelo grupo rebelde HTS, que durou aproximadamente duas semanas entre novembro e dezembro, conseguiu depor seu governo.