O Ceará é um estado que, atualmente, mantém casos de dengue abaixo da média do país. Por isso, um dos objetivos principais da campanha era conscientizar os cearenses a continuarem
tomando as medidas necessárias para que os casos não avancem.
As arboviroses constituem um grave problema de saúde pública, devido à sua ampla disseminação e potencial para causar epidemias. No Brasil, as arboviroses urbanas apresentam um padrão endêmico, com surtos epidêmicos ocorrendo a cada 3 a 5 anos. Previsões epidemiológicas podem orientar ações antecipadas, como manejo ambiental e educação em saúde, integradas a estratégias intersetoriais.
No Ceará, as ações que são executadas rotineiramente estão contempladas no Plano de Ação Estadual, sendo imprescindível o planejamento de estratégias para o período de baixa transmissão, com o intuito de
prevenir e controlar processos epidêmicos. As ações que deverão ser aplicadas, frente a cenários
específicos de transmissão elevada de dengue, chikungunya e Zika, compõem o Plano de
Contingência, propondo estratégias planejadas e coordenadas que orientem a execução de
respostas efetivas e integradas. O combate à dengue e a outras arboviroses começa com atitudes simples que podem fazer parte da rotina. Eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti é uma das principais formas de prevenção e depende do engajamento de toda a população. Esses cuidados precisam fazer parte da rotina. A prevenção não depende de uma única ação, mas da verificação frequente dos ambientes para identificar e eliminar recipientes que possam acumular água e se transformar em criadouros do mosquito.

Outra tecnologia implantada em 2025 pela SESA foi a borrifação residual intradomiciliar (BRI Aedes), com a aplicação em imóveis especiais de grande circulação de pessoas, como rodoviárias, escolas, igrejas, unidades de saúde, dentre outros. Os 184 municípios do estado foram qualificados para a utilização e aplicação em sua rotina. Até abril de 2026, um total de 110 municípios implantaram a estratégia, com o intuito de reduzir a infestação e a probabilidade de contato entre o inseto e as pessoas. A SESA acompanhou, entre 2024 e 2025, a implantação do método Wolbachia no município de Fortaleza. Este método visa a liberação de mosquitos Aedes aegypti com a presença da bactéria Wolbachia, a qual impede a replicação do vírus da dengue, chikungunya e Zika. Para 2026, está prevista a ampliação da cobertura territorial para os municípios e início de soltura em áreas de risco do interior.

Atenção aos sintomas:
Além dos cuidados para eliminar os criadouros, é importante estar atento aos sintomas que podem estar relacionados à dengue e a outras arboviroses. Entre os sinais estão febre alta e/ou persistente, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações, manchas vermelhas na pele, mal-estar e diarreia.
Nos casos graves, os pacientes também podem apresentar dores abdominais intensas, vômitos ou sangramento de mucosa. Ao apresentar sintomas, a orientação é evitar o uso de medicamentos por conta própria e procurar atendimento em um serviço de saúde mais próximo de casa. A avaliação de um profissional é importante para indicar o cuidado adequado e acompanhar a evolução do quadro.
Ação coletiva e cuidados de todos
O controle da dengue e das outras arboviroses depende da atuação conjunta do poder público e da população. Por isso, os cuidados precisam estar presentes em diferentes espaços: dentro de casa, no trabalho, na escola e na comunidade.
Eliminar criadouros, verificar regularmente os ambientes, permitir a atuação dos agentes de saúde e de endemias e procurar atendimento diante dos sintomas são atitudes que contribuem para a prevenção e para o cuidado com a saúde de toda a comunidade.

