Depois de conseguir comprovar para a operadora que não era portadora do vírus, Fabiana Nunes iniciou a batalha para conseguir receber uma indenização.

A família de Fabiana Nunes começou uma rotina intensa e cansativa para comprovar que a doença dela era um erro. Fabiana entrou em contato com operadora de Saúde e teve de fazer novos testes. Todos os exames apontaram que a jovem não era HIV positivo, o que comprovou a falha no primeiro exame realizado pela operadora HAPVIDA.

Depois de conseguir comprovar para a operadora que não era portadora do vírus, Fabiana Nunes iniciou a batalha para conseguir receber uma indenização. Pelos cálculos da família, a vítima deve receber algo em torno de R$ 100 mil de indenização. A operadora propôs acordo de R$: 500,00 reais.

Ela ainda não sabe se vai conseguir receber o dinheiro mas tem certeza que vai conviver pelo resto da vida com as marcas deixadas pelo erro. 

“Na minha testa ainda tem um rótulo ‘ex-aidética’. Todo mundo lembra do meu caso. Até hoje eu tomo medicamento, eu tenho depressão fortíssima”, fala Fabiana. “Não foi só danos morais, foram danos materiais também. É só eles terem um pouco de bom senso, botarem a mão na consciência”, relatou a vítima.

“Nesse triste episódio, é inegável que a vítima teve seus direitos básicos fundamentais, garantidos no artigo 5o, inciso V, X, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, quais sejam: a honra e a imagem, violados, sendo-lhe assegurado o direito de indenização pelo dano material ou moral decorrente de tal violação”, alega o advogado da vítima, Edson Guimarães.

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