Futuro Secretário Nacional de Segurança defendeu ainda o abate de criminosos com armas pesadas.

Escolhido por Sérgio Moro para coordenar uma das bandeiras eleitorais do novo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) o general da reserva Guilherme Theóphilo afirma que uma de suas prioridades será identificar “gente do colarinho branco” envolvida no tráfico de drogas. Em entrevista o futuro secretário de segurança pública afirmou que hoje o mercado de entorpecentes tem a participação de políticos, juízes e até militares. “Nós temos de pegar quem está usando o crime organizado para se eleger”, disse.

Leio trechos da entrevista:

O mercado das drogas tem envolvimento de políticos?
Eu acho que tem envolvimento de gente grande, gente do colarinho branco. Com certeza temos políticos, juízes e militares, tanto das forças auxiliares como das Forças Armadas. Então, a sociedade está contaminada. Nós temos de prender essas pessoas que dominam, que são os mais inteligentes. Nós temos de acabar com o traficante comandando de dentro dos presídios.

O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, defendeu o abate de indivíduos portando armas pesadas. O senhor pensa como ele?
Depende da situação. O indivíduo está com arma pesada em que situação? E se ele, em um confronto, apontar a arma pesada?

Então, só comprovando que seja um criminoso?
Claro, comprovado que o indivíduo seja perigoso e que fará resistência à atividade policial.

Derrotado nas eleições de outubro desse ano ao Governo do Ceará pelo PSDB contra o reeleito Camilo Santana (PT), Guilherme Theophilo foi anunciado pelo futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro para a Secretaria Nacional de Segurança Pública. Theophilo revelou que conversou ontem com o governador Camilo Santana e agendou uma reunião no ano que vem. “Vou recebê-lo aqui em Brasília, vou reforçar a segurança do nosso Estado. Isso aí é fundamental para mim”.

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