A falta de medicamentos, como também a falta de manutenção nas estruturas físicas das unidades, preenchem a lista dos principais problemas nas Unidades de Atendimento na capital.

O que vai quebrando, fica quebrado. Na praia do futuro, são 10 leitos. Cada um tinha monitor e manguito de pressão. Hoje restam 4 monitores e um manguito, fora os buracos no teto com vazamentos em dias de chuva. Um dia de chuva ficou tudo no escuro, chegando até alagar um Gerador de energia”, conta um profissional.

Já os pacientes, relatam falta de medicamentos e manutenção. “As UPAs estão extrapolando a sua finalidade”, relata um paciente.

Equipes médicas sobrecarregadas, falta de medicamentos e, o mais grave, pacientes respirando por ventilação mecânica que deveriam estar em UTIs, foram flagrados internados por mais de cinco dias nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

De acordo com a presidente do Simec, as unidades descumprem a portaria do Ministério da Saúde e a orientação do Conselho Federal de Medicina de que as UPAs devem servir para um primeiro atendimento. Isto é, a internação de um paciente não poderia passar do prazo máximo de 24 horas. “Encontramos pacientes entubados que deveriam estar internados em uma UTI, mas que estão na UPA por quase dez dias”, disse Mayra, acrescentando que flagrou a situação em todas as unidades visitadas. “Na UPA do Autran Nunes e do Conjunto Ceará, por exemplo, na hora que estivemos lá tinha nove e 12 pacientes, respectivamente, internados em situação grave. É quase um hospital. Isso preocupa, porque não há estrutura para este tipo de internação. Sabemos que existem pacientes que foram a óbito”, denunciou. Conforme Mayra Pinheiro, a sobrecarga existe por falta de leitos nos hospitais da cidade. “O sistema médico está falido. Os pacientes demoram a ser remanejados porque faltam leitos, e as unidades acabaram por perder o controle”, explicou.

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