Após PF abrir inquérito para investigar Guedes, agora foi a vez do STF autorizar investigação contra Onyx sobre Caixa 2.

As duas pedras no sapato do novo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) promete incomodá-lo nos próximos quatro anos de mandato. Depois da Polícia  Federal abrir investigação contra Paulo Guedes, mentor e conselheiro do novo presidente eleitor Bolsonaro, por crimes financeiros, em operações que somam R$ 1 bilhão, agora foi a vez do Supremo Tribunal Federal (STF) abrir investigação contra Onyx, braço direito de Bolsonaro.

Edson Fachin aceitou pedido da procuradora-geral da República Raquel Dodge para investigar pagamento de caixa dois do grupo J&F para o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro. Os delatores contaram que repassaram R$ 100 mil em 2012 e mais R$ 100 mil em 2014.

Na mesma decisão que autorizou investigação sobre o caixa 2 pago pela JBS a Onyx Lorenzoni, Edson Fachin também determinou apuração de repasses não declarados para campanhas dos deputados Alceu Moreira (MDB-RS), Marcelo Castro (MDB-PI), Jerônimo Goergen (PP-RS), Paulo Teixeira (PT-SP) e Zé Silva (SD-MG), e dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL) e Wellington Fagundes (PR-MT).

As apurações ficarão a cargo de outros ministros, a serem sorteados. O ministro considerou que, pelo fato de vários repasses por não terem relação direta com esquemas investigados na Lava Jato, poderão ser livremente distribuídos no STF.

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