No ato com 6 mil vítimas dos 53 anos de conflito, o pontífice reconheceu que desde que chegou à Colômbia na última quarta-feira, desejou que esse momento de hoje chegasse logo

“Estou comovido. São histórias de sofrimento e amargura, mas também, e sobretudo, são histórias de amor e perdão que nos falam de vida e esperança. De não deixar que o ódio, a vingança ou a dor se apoderem dos nossos corações”, disse o papa. Para o espaço coberto no parque das Malocas, em Villavicencio, foi trazida a imagem de Cristo de Bojayá, testemunha e sobrevivente de um dos piores massacres da história da Colômbia no qual morreram 79 pessoas pelas mãos de guerrilheiros das Farc em 2002.

A unidade da Igreja saiu abalada do plebiscito sobre os acordos de paz com as FARC convocado pelo Governo de Juan Manuel Santos, católico praticante, no ano passado. Mesmo sem pronunciamentos explícitos durante a campanha, foram alguns setores da comunidade católica e os votos dos evangélicos, que representam 10 milhões de colombianos, que inclinaram a balança a favor do não. O processo de paz não parou, o Governo assinou um novo acordo com a guerrilha e agora a Colômbia procura virar a página. Mas representantes políticos especialmente influentes entre os fiéis, como o ex-presidente Álvaro Uribe, continuam contrários ao pacto. O próprio Uribe, por exemplo, escreveu uma carta a Bergoglio em que lamenta “a impunidade total aos responsáveis por crimes atrozes, sua elegibilidade política, a autorização legal que receberam para gastar dinheiro ilícito em suas atividades políticas”.

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