Ligados a Eunicio e Renan Calheiros, Lyra é apontado pela PF como lobista do partido MDB em um bilionário esquema de fraudes com recursos públicos. 

Lyra havia avisado anteriormente que só aguentaria, até 1 ano, sem delatar. Depois disso, contaria o que sabe. o Operador chegou a delatar, que o presidente do Senado Federal, Eunicio Oliveira, teria recebido R$ 5 milhões em propina, por meio de contratos falsos. Lyra teve a prisão decretada na operação que apura desvios no Postalis; defesa afirma que atividades dele são lícitas. Na semana passada, STJ negou pedido de liberdade.

Segundo Gilmar Mendes, a defesa de Lyra argumentou que não havia motivos para prisão preventiva do cliente. Isso porque, de acordo com os advogados, o juiz Bretas não apontou riscos concretos à ordem pública. Para Gilmar, as acusações são de crimes graves, mas que teriam ocorrido até 2016. Para ele, como os fatos estão “distantes”, não há razão para a prisão.

O delator Nelson Mello, ex-lobista da Hypermarcas, grupo suspeito de pagar propina a senadores do MDB, disse a procuradores da República ter sido orientado pelo lobista Milton Lyra, o Miltinho, a apostar no senador Eunício Oliveira (MDB-CE) nas eleições de 2014. Segundo Mello, Miltinho disse que o senador Romero Jucá (MDB-RR) era quem se destacava na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, mas que Eunício se “sobressairia”.

 

 

 

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