Cerca de R$ 48,7 milhões saíram da saúde para financiar campanha de governador, senador e deputados estatuais e federais nas eleições desse ano.

Os recursos seriam destinados, através de emendas parlamentares, ao “pagamento de despesas e compra de material de consumo e médico-hospitalar, especializada e ambulatorial”. O Ceará e o Espírito Santo foram os Estados que mais tiveram recursos públicos transferidas das áreas da saúde e educação para o fundo público de campanhas neste ano.

Mais de 320 pacientes estão, nesta quinta-feira, sem leitos adequados, ‘alocados’ em corredores de cinco hospitais de Fortaleza. Esse triste número é do Corredômetro, um levantamento criado e divulgado pelo Sindicato dos Médicos do Ceará, em parceria com a Associação Médica Cearense (AMC), desde 21 de abril de 2015, para compartilhar com a sociedade o descaso das autoridades com a saúde pública, que traz sofrimento para pacientes e profissionais da área.

Desde dezembro de 2016, o Corredômetro – antes publicado diariamente e, depois, nos dia úteis – passou a ser divulgado somente no último dia útil de cada mês, como um recorte da realidade mensal. Para tanto, uma ronda é feita, ‘in loco’, em unidades como o Instituto Dr. José Frota (IJF), Hospital de Messejana (HM), Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM).

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