Hospital do Coração, Centro de Diabéticos e Hipertensão e Hospital Geral de Fortaleza (HGF) são algumas das unidades em que nossa reportagem esteve presente e colheu depoimentos de funcionários e pacientes.

O ano de 2017 terminou e o mesmo capítulo da novela continua; pacientes estão retornando para casa, sem remédio. O Estado está sem fornecer seus principais medicamentos, em suas unidades de saúde pública, desde o início de Julho do ano passado.

Diretores de quatro hospitais terciários do Ceará afirmam que as unidades passam por um “colapso”, que a “população está abandonada à própria sorte” e que a situação é “grave e dramática”. A descrição consta em ofício relatando a falta de insumos e medicamentos enviado à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e ao Conselho Regional de Medicina do Ceará (Cremec-CE).

O presidente do Cremec-CE, Ivan Moura, diz que a situação atual agrava a instabilidade entre médicos e pacientes, sendo um risco para situações de violência. “Uma cirurgia é suspensa porque falta fio cirúrgico, a família está ali, aguardando. Isso causa uma insatisfação, um dos ingredientes que faz aumentar a situação de violência que temos hoje”, afirma. O presidente do Cremec-CE alerta ainda que, com a falta de material, pessoas podem morrer em circunstâncias que poderiam ser evitadas.

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