Em tom de crítica, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segovia, disse que “os governos fecharam os olhos” para a presença de facções criminosas e que, depois, “não houve mais como esconder”, incluindo o Ceará.

“A PF está preocupada e acompanhando as facções criminosas no país. É um problema de segurança pública. Os governos fecharam os olhos para isso, passaram por uma fase de negação. No início dessas organizações, os governos e policiais negaram e depois não houve mais como esconder”, disse.

O Ceará chegou à marca de 5 mil assassinatos em 2017, ultrapassando 6.000 no inicio desse ano. Balanço parcial com base nas estatísticas divulgadas no site da secretaria indica 5.023 homicídios; recorde desde 2013, quando o governo do Ceará passou a divulgar os números de CVLIs.

Outubro do ano passado foi o mês mais violento do Ceará, com um total de 516 assassinatos registrados. Fortaleza foi a região com o maior número de homicídios em outubro, com 185 homicídios. Em seguida apareceram a Região Metropolitana (118), Interior Norte (106) e Interior Sul (107). Comparado com outubro de 2016, houve um aumento de 85% no número de mortes violentas.

Segundo o diretor geral da PF, faltam integração e coordenação das autoridades no combate ao crime organizado. “Estruturado estamos, já temos confrontado com as maiores organizações criminosas: combater drogas, armas, desvios de recursos públicos; temos expertise nesse trabalho. Falta coordenação e integração”, afirmou.

 

 

 

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