Economista de Bolsonaro, também é sócio de um grupo ligado a esquema de doleiros, grupo Bozano Partners, acusado de lavagem de dinheiro.

Paulo Guedes, braço direito do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), virou alvo de inquérito da Policia Federal por crimes contra fundos de pensão, em operações que somam R$ 1 bilhão. No entanto, Bolsonaro e Guedes só terão de se preocupar se as investigações andarem. E se não foram seletivas. Economista de Bolsonaro, também é sócio de um grupo ligado a esquema de doleiros. O grupo Bozano Partners, é acusado de lavagem de dinheiro no exterior por meio de doleiros.

Uma das investigações apura suspeitas de gestão temerária ou fraudulenta no BR Educacional, o Fundo de Investimento em Participações (FIP) gerido por uma empresa de Guedes com o mesmo nome, que captou recursos dos fundos de pensão de trabalhadores de estatais para investir no setor privado de educação. Outra investigação analisa se os mesmos métodos foram utilizados para obter lucros em outro fundo de investimentos gerido pelo economista, o FIP Brasil de Governança Participativa.

Em recente operação contra uma enorme rede de doleiros, um desdobramento da Lava Jato, atingiu uma empresa da qual Guedes é sócio, o grupo Bozano, do mercado financeiro. Um dos alvos das mais de 40 prisões preventivas decretadas pelo juiz Marcelo Bretas em 2 de maio foi um diretor do Bozano, Oswaldo Prado Sanches, sócio de Guedes, que tentou e não conseguiu um habeas corpus contra a prisão. O principal papel de Sanches no esquema seria arrumar dólares, via Bozano. De 2011 a 2016, o grupo teria providenciado 15,5 milhões para a rede de doleiros, principalmente através de uma conta mantida em Nova York no banco Morgan Stanley.

É inegável que Paulo Guedes representa a velha prática da política brasileira, toma-la-da-cá, mas ainda poderá ajudar o novo governo que, ainda nascerá a partir de 1º de janeiro. Limpo ou sujo, caberá Bolsonaro decidir se Guedes, fica ou sai de seu grupo político.

 

Notícias

Informação o tempo todo.